Confiança da indústria cai 3,6 pontos em novembro, aponta FGV
De acordo com a pesquisa, o indicador apresentou queda de confiança em 14 dos 19 segmentos industriais monitorados pela sondagem neste mês.
O Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), divulgou nesta segunda-feira (28), o Índice de Confiança da Indústria (ICI), que registrou queda de 3,6 pontos em novembro, chegando a 92,1 pontos. Em médias móveis trimestrais, o índice caiu 2,7 pontos.
O economista do instituto Stéfano Pacini, afirma que este é o pior resultado desde julho de 2020. “A confiança da indústria caiu pelo terceiro mês consecutivo e segundo de forma disseminada entre os segmentos pesquisados. Há deterioração das percepções sobre a situação atual decorrente de uma piora da demanda e consequente aumento o nível de estoques, o maior desde o período de lockdown”, disse.
Segundo o economista do instituto, a perspectiva futura também está em baixa. “Além disso, observasse uma piora das expectativas para os próximos meses, possivelmente relacionada a uma desaceleração global prevista e uma cenário econômico brasileiro de incertezas para o início do próximo ano”, explicou Stéfano Pacini.
Componentes
De acordo com a pesquisa, o indicador apresentou queda de confiança em 14 dos 19 segmentos industriais monitorados pela sondagem neste mês. Na comparação com novembro do ano passado, a queda foi 97,9 pontos. O Índice Situação Atual (ISA), caiu 4,6 pontos, para 918 pontos, e o Índice de Expectativas (IE), registrou queda de 2,4 pontos, indo para 92,6 pontos. Os dois estão no menor nível desde julho de 2020, “período crítico de lockdown da pandemia brasileira”, segundo o FGV Ibre, quando vigoravam as medidas restritivas de circulação por conta do novo coronavírus.
Conforme os dados apontados, entre os componentes do Isa, a maior influência negativa veio do indicador que mede a percepção sobre a demanda do momento, com queda de 6,6 pontos no mês, para 91,5 pontos. Também indicou piora a percepção dos empresários em relação à situação atual dos negócios, com recuo de 4,9 pontos, para 89,7 pontos. O nível de estoques apresentou leve piora ao subir 1,6 pontos em novembro para, 104,8. Acima de 100 pontos, esse indicador aponta que a indústria está operando com estoques acima do desejável.
Ainda de acordo com os dados da pesquisa, a principal influência do mês foi a tendência dos negócios para os próximos seis meses. A queda de 4,5 pontos, para 87,8 pontos, mantém o indiciador abaixo dos 100 pontos desde setembro de 2021. As perspectivas sobre emprego no horizonte de três meses, caíram pela segunda vez seguida com 2,5 pontos a menos, para 99,3 pontos. É a primeira vez em sete meses que o indicador fica abaixo dos 100 pontos, considerando o nível neutro.
A FGV Ibre afirma que isso sinaliza uma “desaceleração das contrações nos próximos meses”. O indicar mede as perspectivas sobre a produção para os próximos três meses ficou estável em 91,1 pontos pelo terceiro mês consecutivo. Em parte, o Nível de Utilização da Capacidade Instalada da Indústria (Nuci) caiu 0,9 ponto e alcançou 79,8%, mesmo nível observado em abril de 2022.
Com informações Agência Brasil
-
Receita Federal paga lote da malha fina do Imposto de Renda nesta segunda
Mais de 120 mil contribuintes receberão restituições que somam R$ 253,88 milhões; a consulta já está disponível. -
Mega-Sena acumula e vai sortear prêmio de R$ 45 milhões na terça
De acordo com informações da Caixa Econômica Federal, os números sorteados foram: 01, 12, 16, 17, 25 e 57. -
Alta do cacau impacta preços do chocolate e vendas na Páscoa
O amento ocorreu devido à quebra de safra em grandes produtores africanos que enfrentam ondas de calor e seca. -
Aneel mantém bandeira tarifária verde de energia para abril
Segundo a Aneel, na ocasião, a bandeira verde foi escolhida devido às condições favoráveis de geração de energia, com os reservatórios das usinas hidrelétricas em níveis satisfatórios. -
Prazo para enviar declaração de Imposto de Renda começa nesta segunda
Segundo a Receita Federal, espera-se receber 46,2 milhões de declarações do Imposto de Renda Pessoa Física este ano, o que representará um acréscimo de quase 7%, na comparação com 2024.
E-mail
Messenger
Linkedin
Gmail
Tumblr
Imprimir