Setut diz que culpa da paralisação é da Prefeitura de Teresina
A entidade disse que a prefeitura de Teresina possui uma dívida de mais de R$ 12 milhões com os consórcios apenas referente ao ano de 2017.
O Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina (Setut) se pronunciou em nota enviada ao Viagora a respeito da paralização dos motoristas e cobradores de ônibus coletivo de Teresina, iniciada na manhã desta quinta-feira (21).
- Foto: Street View
Sede do SETUT.
O Setut afirmou que lamenta a situação e os transtornos que vem ocorrendo na cidade devido ao problema, e disse que a culpa dessa “instabilidade financeira” é da dívida que a Prefeitura de Teresina tem com os consórcios. Dívida essa, que já ultrapassa o valor de R$ 12 milhões, somente em 2017, segundo o Setut.
Uma nota de esclarecimento foi emitida na noite dessa quinta-feira (20) pelo Setut, relatando que a situação já havia sido resolvida e que a paralisação que estava marcada para a manhã de hoje (21) pelo Sindicato dos Trabalhadores de Empresas de Transporte Rodoviários do Estado do Piauí (Sintetro-PI), não iria mais ocorrer, pois o prefeito Firmino Filho teria prometido fazer o pagamento às empresas de transporte, durante uma reunião realizada na tarde dessa quarta-feira (20), no Tribunal Regional do Trabalho.
Mas o dinheiro não foi repassado aos donos das empresas prestadoras do serviço e o Setut não conseguiu evitar que a paralisação dos trabalhadores ocorresse.
Confira o posicionamento do Setut:
Mesmo após ter sido acertado em reunião ocorrida no Tribunal Regional Trabalho, na tarde dessa quarta-feira dia 20, de que a Prefeitura Municipal de Teresina faria o repasse para as empresas prestadoras do serviço de transporte público, para que as mesmas pudessem realizar o pagamento do adiantamento salarial neste dia 21, dos motoristas e cobradores, o Sindicato dos Trabalhadores em Transporte (Sintetro) não conseguiu evitar que o sistema amanhecesse sem seu funcionamento normal.
Dessa forma, o Setut lamenta imensamente os transtornos ocasionados, mas informa à população teresinense que a ocorrência dessa instabilidade financeira se deve ao fato de a Prefeitura possuir uma dívida junto aos quatro consórcios que operam na cidade, no valor de mais de R$ 12 milhões, somente do ano de 2017.
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