Heráclito Fortes admite que recebeu dinheiro de laranjas da Odebrecht
Identificado como "Boca Mole", o deputado piauienses foi um dos políticos que admitiram ter recebido da empreiteira doação eleitoral por meio de empresas laranjas.
O deputado piauiense Heráclito Fortes (PSB) admitiu que recebeu dinheiro de laranjas para a campanha eleitoral. Em entrevista publicada pela Folha de São Paulo neste domingo (25), alguns políticos citados em delações de ex-executivos da Odebrecht, assumiram que receberam dinheiro do chamado “caixa-três”.
Identificado como "Boca Mole", Heráclito Fortes foi um dos políticos que admitiram ter recebido da empreiteira doação eleitoral por meio de empresas laranjas.
O chamado "caixa três", é uma triangulação do dinheiro de campanha com o objetivo de surripiar quem era o real financiador. A fórmula é uma variação do legal, "caixa um", que é o valor doado sem intermediários e declarado à Justiça, e do ilega, "caixa dois", que é a movimentação de recursos de campanha por fora.
"Eu declarei, foi tudo por dentro. Não sei por qual motivo a Odebrecht não quis dar o dinheiro e passou para outras duas empresas. Acho que havia muita pressão na época e ela não queria aparecer muito", disse Heráclito à Folha.
- Foto: Facebook/Heráclito Fortes
Deputado Federal Heráclito Fortes (PSB-PI)
Nas eleições de 2010, a Odebrecht utilizou esse caixa três para direcionar R$ 5,5 milhões para 28 candidatos. Na prestação de contas eleitorais desses políticos, a empreiteira não aparece como a real fonte dos recursos, e sim a Praiamar e a Leyroz. As investigações apontam que essas duas empresas eram distribuidoras do grupo Petrópolis, fabricante da cerveja Itaipava.
Os executivos da Odebrecht contaram ao Ministério Público, em delação premiada, que a cervejaria foi usada diretamente em 2014 para replicar o esquema. De acordo com explicações dadas aos procuradores, havia dois motivos para a utilização do modelo: não estourar o teto estabelecido por lei para doações e evitar cobranças de políticos rejeitados.
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