Delator da Odebrecht detalha acordo com Firmino Filho
Alexandre Barradas afirmou que teve um encontro com o então candidato a prefeito de Teresina, entre junho e agosto de 2012, em um restaurante no aeroporto de Brasília.
O ex-diretor da Foz do Brasil, Alexandre José Lopes Barradas, relatou em sua delação como ocorreu o acordo para doação, via caixa 2, para a campanha de Firmino Filho em 2012. De acordo com o executivo, Firmino pediu a “ajuda” pessoalmente, mas o valor só foi acordado com uma terceira pessoa, que seria primo do prefeito.
O delator afirmou que teve um encontro com o então candidato a prefeito de Teresina, entre junho e agosto de 2012, em um restaurante no aeroporto de Brasília. Na oportunidade, Firmino disse que “estava querendo um aporte financeiro para a campanha” e que um primo de nome Alberto, entraria em contato com o executivo posteriormente.
- Foto: Facebook/Firmino Filho
Firmino Filho
De acordo com Alexandre Barradas, em agosto de 2012, o primo de Firmino entrou em contato por telefone, confirmando o interesse nos repasses da Odebrecht. “Mas pra agosto, com a campanha já andada, recebi a ligação do Alberto dizendo que o candidato estava bem colocado nas pesquisas”, disse.
O caso de Firmino foi repassado para o ex-diretor da Odebrecht Ambiental Fernando Cunha Reis, que autorizou a transação. “O Fernando avaliou e mandou passar pra ele R$ 250 mil, que a gente ajudaria, cumpre [a promessa] e fica com a porta aberta. Nós então fizemos essa campanha, via Recife”, descreveu Alexandre, informando que retornou a ligação para o primo de Firmino, com quem marcou um encontro, em Recife, para entregar o valor. “Disse ao Alberto que seria via caixa 2 e que seria entregue lá em Recife”, complementou.
Alexandre Barradas disse que após a eleição, teve um novo encontro com Firmino, também em Brasília, onde conversaram sobre a possibilidade de interferência do prefeito para que a Odebrecht conseguisse contrato na área de saneamento no Piauí.
O prefeito teria dito que tentaria pressionar o Governo do Estado para fazer licitação para uma subconcessão dos serviços atualmente geridos pela Agespisa ( que está em curso). Alexandre relata ainda que a Odebrecht concorreu no processo licitatório realizado pelo Governo, mas perdeu o certame.
O delator afirma que no momento da primeira conversa Firmino Filho não prometeu nada em troca da doação, mas os executivos viram uma oportunidade para futuros acordos no Piauí. “Eu não tinha um projeto específico visualizado, eu tinha uma ideia de que tendo um prefeito que eu pudesse pressionar e amanhã esse prefeito crescesse ao um governador, a gente pode ter um caminho razoável para um negócio”, declarou.
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