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Acusado de matar adolescente grávida e retirar feto é condenado a 26 anos de prisão no Piauí

O feminicídio aconteceu em novembro de 2020, quando a vítima identificada como Sara Caroliny Borges Gomes da Silva tinha 15 anos e estava grávida de sete meses.

O réu Frank Bruno Gonçalves Silva, acusado de matar uma adolescente grávida e retirar o feto em Teresina, foi submetido a um novo julgamento, no qual o Tribunal do Júri o condenou a 26 anos e 9 meses de prisão. A sessão ocorreu no dia 28 de março, com participação dos promotores de Justiça João Malato Neto, Diego de Oliveira Melo, Romerson Maurício de Araújo e Mariana Perdigão Coutinho Gelio.

O acusado já havia sido condenado em outubro de 2022, mas teve a sentença anulada após apelação da defesa de Frank. De acordo com a decisão do Júri, os familiares da vítima devem receber pagamento de indenização no valor R$ 100.000,00. 

Sobre o crime

Conforme o Ministério Público do Piauí, o feminicídio aconteceu em novembro de 2020, quando a vítima identificada como Sara Caroliny Borges Gomes da Silva tinha 15 anos e estava grávida de sete meses. O acusado era o pai da criança, mas se negava a assumir a paternidade, motivo que o levou a assassinar a jovem.

De acordo com os laudos periciais, o acusado junto a um comparsa atraiu a vítima para a localidade Nova Olinda, em Teresina, onde Sara foi atacada com socos e pontapés, em seguida foi enforcada com uma corda e morta com cinco golpes de faca. Logo depois, a adolescente teve o bebê retirado da barriga.

O Conselho de Sentença reconheceu a materialidade e autoria do crime, resultando na condenação do acusado pelos crimes de homicídio qualificado, por motivo torpe, recurso que impossibilitou a defesa da vítima, feminicídio, aborto provocado por terceiro e ocultação de cadáver.

Diante da violência com que a jovem foi assassinada, o promotor de justiça João Malato destacou que o crime gerou grande repercussão na sociedade.

“Este crime à época dos fatos causou grande repercussão na sociedade de Teresina, onde a população clamava por justiça em virtude da violência e da covardia de mais um crime de feminicídio cometido contra uma indefesa mulher, adolescente de apenas quinze anos de idade”, enfatizou o promotor João Malato

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