Motoristas e cobradores promovem 2º dia de paralisação em Teresina
O representante do Sintetro, Cláudio Gomes, informou que as paralisações duram cerca de duas horas, mas serão mantidas até que o pagamento seja repassado aos trabalhadores.
Na manhã desta sexta-feira (23), a categoria do transporte coletivo de Teresina deu continuidade a paralisação dos ônibus diante da falta de repasse do salário de motoristas e cobradores. Os atos são realizados nos principais pontos da cidade como praça Saraiva, Bandeira e Fripisa, além da Avenida Frei Serafim.
Ao Viagora, o secretário de imprensa do Sindicato dos Trabalhores Empresas de Transportes (Sintetro-PI), Cláudio Gomes, afirmou que as paralisações duram cerca de duas horas, mas serão mantidas até que o pagamento seja repassado aos trabalhadores.
“É uma paralisação de duas horas, duas horas e meia, permitida pela Lei, isso foi uma atitude que o sindicato teve justamente para não prejudicar a população, né? Porque eles também não têm nada a ver com esse impasse, quem é que deve, quem é o culpado, se a prefeitura não fez o repasse, então o trabalhador e a população não podem pagar por isso. Com certeza, vamos continuar até que o repasse seja feito”, explica.
O representante do sindicato ainda explicou que o primeiro dia de paralisação das atividades surtiu efeito, pois a prefeitura entrou em contato com a categoria. Contudo, Claúdio Gomes revelou que o próximo valor está previsto para ser depositado somente em 4 de janeiro de 2023, o que desagradou os motoristas e cobradores. Se o pagamento não for realizado há previsão de uma nova paralisação ainda nesta sexta-feira (23), no período da tarde.
“No primeiro dia a Prefeitura nos procurou, mas veio com a notícia triste dizendo que não poderia fazer nada pela categoria, até porque disseram que o próximo repasse já tá certo para o dia quatro de janeiro, e eu faço a pergunta: esses trabalhadores tem que esperar até quatro de janeiro pra receber seu salário? Essa situação é triste e por isso o motivo dessa paralisação e o efeito é esse: só quem pede nesse nessa jogada toda é a população sem ônibus e o trabalhador sem salário”, destaca.
Carlos Roberto, motorista de ônibus há 12 anos, explicou que a motivação da paralisação se deve por conta de um pagamento referente a gratuidade dos idosos e pessoas com deficiência, que não foi efetuado pela prefeitura aos empresários.
“Na verdade, essa paralisação é por conta de um repasse da Prefeitura para os empresários referente a gratuidade dos idosos, dos cadeirantes e então a Prefeitura não repassou para os empresários, então ele não pagou a nossa quinzena e nós paramos por conta disso. Geralmente quando realizamos as paralisações isso força a Prefeitura fazer o repasse para os empresários”, afirma.
A possibilidade de uma greve do transporte público de Teresina foi descarta pelo Sintetro, visto que propiciaria maiores complicações para os usuários do transporte, bem como os vendedores que dependem do público nas festividades de fim de ano.
“Nós não quisemos deflagrar uma greve, porque com greve o prejuízo seria maior, principalmente em festas natalinas onde o comércio tá funcionando 100% e foi uma atitude para não prejudicar essas pessoas”, diz Cláudio Gomes, representante do Sintetro.
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