Servidores da Prefeitura de Teresina protestam contra aumento de 9% no plano de saúde
O ato organizado pelo SINDSERM critica aumento acima da revisão salarial da categoria e cobra apoio da prefeitura para custear o plano de saúde.
Os servidores públicos municipais realizaram, na manhã desta segunda-feira (6), um protesto em frente ao Instituto de Previdência do Município de Teresina (IPMT), contra o reajuste de 9% nas mensalidades do Plano de Assistência à Saúde dos Servidores Municipais (PLANTE). O ato foi organizado pelo Sindicato das(os) Servidoras(es) Públicas(os) Municipais de Teresina (SINDSERM), que considera o aumento incompatível com a realidade financeira da categoria, já que a revisão salarial anual concedida neste ano foi de 5,3% para a maioria dos servidores e de 6% para os profissionais da educação.
Conforme o sindicato, o reajuste do plano compromete parte significativa da renda dos trabalhadores e dificulta o acesso à assistência à saúde. Durante a manifestação, representantes da entidade defenderam que a Prefeitura de Teresina participe do custeio do PLANTE, evitando que todo o impacto financeiro recaia sobre os servidores.
O representante do SINDSERM, Jorge Ferreira, afirmou que a proposta inicial previa um reajuste de 12%, mas que, após negociações, o percentual foi reduzido para 9%. Ainda assim, ele considera o índice elevado.
"Nós vamos receber 5% de aumento, mas vamos pagar só para o PLANTE 9%. Ou seja, para nós, reajuste zero. O que nós íamos receber, infelizmente, vamos ter que entregar para o PLANTE, porque é a nossa saúde que está em jogo", declarou.
Jorge Ferreira também criticou a ausência de participação financeira da Prefeitura no custeio do plano e defendeu que investir na saúde dos servidores reduz afastamentos por problemas médicos.
"O prefeito teria que ajustar o PLANTE para que o servidor tenha um plano de saúde da maneira como tem que ser. A pior coisa do mundo é trabalhar doente. Quando o servidor adoece, ele se afasta e outro precisa ser contratado para substituí-lo", afirmou.
A coordenadora-geral do SINDSERM, Neide Rodrigues, classificou o reajuste como um peso adicional para os trabalhadores e informou que o sindicato buscará uma audiência com o prefeito para discutir alternativas.
"Lamentavelmente, vamos ter aí esse aumento no nosso contra-cheque, mas, assim, vamos nos reportar agora para a prefeitura que, na verdade, o prefeito tem que nos ajudar, é uma obrigação dele como prefeito, como gestor da cidade, vamos fazer essas sugestões de encaminhamento, vamos estar na Assembleia, vamos tentar a audiência com o prefeito para a gente colocar essa questão que ele tem, sim, que garantir o PLANTE para a categoria", disse.
Representando a base do sindicato, a professora aposentada Ana Brito criticou o impacto do reajuste, especialmente para os aposentados, e também reclamou da qualidade do atendimento oferecido pelo plano.
"Essa prefeitura concede um percentual de aumento e, em seguida, retira esse ganho com o reajuste do PLANTE. Para nós, aposentadas e aposentados, que já voltamos a contribuir com a Previdência, isso pesa ainda mais. Além disso, vemos diariamente reclamações sobre consultas, exames e clínicas descredenciadas", afirmou.
Durante o ato, o SINDSERM informou que pretende realizar novas assembleias e intensificar o diálogo com a administração municipal para discutir alternativas ao reajuste aprovado e buscar medidas que reduzam os custos do plano de saúde para os servidores.
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