Indústria de alimentos lidera empregos no setor industrial, aponta IBGE
Também se destacam a confecção de artigos de vestuário e acessórios; a fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos e a fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias.
No ano de 2024, a atividade de fabricação de produtos alimentícios foi a que mais gerou empregos no Brasil, conforme os dados da Pesquisa Industrial Anual: Empresa e Produto (2024), divulgada nesta quarta-feira (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Do total de 2,1 milhões de pessoas atingidas, 97,1% fazem parte das indústrias de transformação.
“A fabricação de produtos alimentícios é extremamente representativa. É um dado significativo do Brasil. A economia brasileira tem muita dependência da produção e fabricação de alimentos. Era de se esperar que isso fosse também no ano de 2024, dentro da atividade industrial”, acrescentou o gerente de Análise e Disseminação da pesquisa, Marcelo Miranda.
Também se destacam a confecção de artigos de vestuário e acessórios (551,8 mil), a fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (517,1 mil) e a fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias (491,9 mil). No país tinha 8,7 milhões de pessoas empregadas em 358,4 mil empresas industriais, enquanto as remunerações, salários e retiradas esse contingente recebeu R$ 481,1 bilhões.
As empresas com 500 ou mais pessoas ocupadas foram responsáveis por 67,9% da receita líquida total, ao chegarem a R$ 4,6 trilhões, enquanto aquelas com 100 a 499 pessoas ocupadas, foram 17,4%; as pequenas 8,7%; e as microempresas responderam por 6,1%.
A Região Sudeste apresentou a maior concentração do Valor de Transformação Industrial (VTI), nas avaliações das unidades da Federação, com (60,3%). Posteriormente, ficaram o Sul (19,1%), Nordeste (8,4%), Norte (6,3%) e o Centro-Oeste (6,0%).
“A concentração regional é um traço persistente da estrutura industrial brasileira, associada à história de formação do parque industrial, infraestrutura, mercado consumidor, redes logísticas, disponibilidade de serviços produtivos e localização de cadeias específicas”, indicou o IBGE.
O estado de São Paulo atingindo 34,5%, se tornando a principal unidade da Federação no VTI industrial. Os pesquisadores destacam a concentração de atividades diversificadas, incluindo alimentos, químicos, veículos, máquinas, produtos de metal, farmacêuticos, borracha e plástico, como também serviços produtivos e de infraestrutura.
“O Amazonas é a unidade da Federação mais relevante em termos de valor da transformação industrial da Região Norte. Isso não ocorre em nenhuma outra unidade e tem uma justificativa plausível por causa da Zona Franca de Manaus com a concentração dessa atividade”, disse Marcelo Miranda, sobre o desempenho do Amazonas, que, conforme informou, é a única unidade com fabricação de produtos de informática, eletrônicos e ópticos como a principal atividade.
O IBGE acrescenta que a PIA tem como objetivo, identificar as características estruturais básicas do segmento empresarial da atividade industrial no Brasil e “suas transformações no tempo, por meio de levantamentos anuais, tomando como base uma amostra de empresas industriais”.
Com informações de: Agência Brasil
IBGE
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