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Fabrício Loiola anuncia saída da Superintendência da Polícia Rodoviária Federal no Piauí

Em despedida, o policial destacou avanços na segurança e defendeu a modernização do modelo policial.

O policial rodoviário federal Fabrício Loiola anunciou, nesta quarta-feira (2), sua saída da função de Superintendência da Polícia Rodoviária Federal no Piauí. A decisão foi comunicada por meio de uma carta aberta à população piauiense, na qual ele confirma que solicitou a própria dispensa do cargo.

No texto, Loiola afirma encerrar o ciclo e destaca que assumiu a superintendência em um dos momentos mais desafiadores da instituição. Segundo ele, a gestão foi pautada por estratégia, respeito e compromisso com a preservação da vida.

Entre os principais resultados apresentados, o ex-superintendente ressaltou a adoção de tecnologias e o uso de inteligência baseada em dados, incluindo sistemas de videomonitoramento com apoio de inteligência artificial. De acordo com ele, a estratégia contribuiu para recordes de apreensão de drogas, aumento na recuperação de veículos roubados, combate a crimes ambientais e mais de R$ 100 milhões em prejuízos ao narcotráfico, além da redução da mortalidade nas rodovias.

Foto: Divulgação/ PRFFabrício Loiola
Fabrício Loiola

A carta também destaca a valorização dos policiais que atuam diretamente nas rodovias, com investimentos em melhores condições de trabalho e fortalecimento das unidades operacionais. Para Loiola, o respeito ao profissional reflete diretamente na qualidade do serviço prestado à população.

Além das ações de repressão, o agora ex-superintendente enfatizou iniciativas sociais realizadas durante sua gestão, como a arrecadação de 677 bolsas de sangue, a doação de mais de 8 toneladas de leite em pó para crianças em tratamento contra o câncer e a ampliação de ações educativas no estado.

Ao se despedir, ele afirmou que deixa uma PRF “mais forte, integrada e próxima da sociedade” e reforçou que pretende seguir contribuindo com o debate sobre segurança pública no país. “Segurança pública não se resume a prisões. O cidadão deseja proteção para que o crime sequer ocorra”, destacou.

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