PIB do Piauí cresce 3,1% em 2023, aponta levantamento do IBGE
O estado mantém ritmo de expansão, conquista o 5º maior crescimento da região e reforça participação na economia nordestina; agropecuária e serviços puxam resultados nacionais
O Produto Interno Bruto (PIB) do Piauí cresceu 3,1% em 2023 e alcançou R$ 80,91 bilhões, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento integra as Contas Regionais produzidas em parceria com a Secretaria de Planejamento do Estado (SEPLAN) e o Centro de Inteligência em Economia e Estratégia Territorial (CIET).
O desempenho piauiense superou a média do Nordeste, que avançou 2,9%, embora tenha ficado levemente abaixo do crescimento nacional, de 3,2%. Ainda assim, o resultado garantiu ao estado o quinto maior aumento entre os nove da região e o 16° lugar no ranking nacional de crescimento econômico.
Apesar do avanço expressivo, a fatia do Piauí no PIB total do país se manteve em 0,7%, repetindo o índice de 2022 e mantendo o estado na 21ª posição entre as 27 unidades da federação. O resultado reforça a estabilidade da economia piauiense dentro do cenário nacional, mesmo diante de desafios estruturais e de uma base produtiva ainda em consolidação. Na distribuição regional, o PIB do Piauí representou 5,3% da economia nordestina, ficando atrás apenas da Bahia (R$ 430,98 bilhões) e de outras seis unidades federativas, superando somente Sergipe, cujo PIB foi de R$ 60,81 bilhões.
O levantamento do IBGE também mostra que todas as unidades da federação cresceram em 2023, um cenário generalizado de expansão que reflete, entre outros fatores, a retomada plena das atividades pós-pandemia, o fortalecimento do setor de serviços e uma safra agrícola historicamente favorável. Ao todo, 14 estados cresceram acima da média brasileira. Os destaques do ano foram Acre (14,7%), Mato Grosso do Sul (13,4%) e Mato Grosso (12,9%), todos fortemente beneficiados pelo agronegócio. Já os menores avanços foram registrados em Rondônia (1,3%), Rio Grande do Sul (1,3%), impactado por condições climáticas adversas, e São Paulo (1,4%).
A análise regional revela profundas desigualdades na distribuição da atividade econômica. O Sudeste segue concentrando mais da metade da produção nacional, com PIB de R$ 5,79 trilhões (53% do total). Em seguida aparecem o Sul (16,8%), o Nordeste (13,8%), o Centro-Oeste (10,6%) e o Norte (5,8%). O desempenho piauiense dentro desse contexto mostra um avanço moderado, porém consistente, mantendo uma trajetória de crescimento contínuo nos últimos anos.
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