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MP reúne homens acusados de violência doméstica no Programa Reeducar

O oitavo módulo da 8ª edição reuniu homens que respondem a processos por violência doméstica para discutir a transformação de comportamentos e a redução da reincidência.

Nessa quarta-feira (29), o Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI) realizou, o oitavo módulo da 8ª edição do Programa Reeducar, uma iniciativa do Núcleo das Promotorias de Justiça de Defesa da Mulher Vítima de Violência Doméstica e Familiar (Nupevid). O encontro teve como tema “Responsabilização e reincidência nas práticas de violência doméstica e familiar contra a mulher”.

De acordo com o MPPI, a atividade foi mediada pelo assistente social José Francisco do Nascimento, do Núcleo de Apoio às Varas de Justiça de Teresina (Nuapssocial/TJPI) e contou com a presença da promotora de Justiça Amparo Paz. Durante o encontro, os participantes, homens que respondem a processos por violência doméstica e familiar, refletiram sobre os conceitos de masculino e feminino e seus reflexos nas relações sociais e culturais.

Foto: MPPIMPPI promove mais uma etapa do Programa Reeducar
MPPI promove mais uma etapa do Programa Reeducar

“O Reeducar é fundamental porque nos permite enxergar a possibilidade de transformação. Sabemos que o machismo é uma construção cultural muito enraizada, e muitos acabam reproduzindo comportamentos aprendidos ao longo da vida”, afirmou o assistente social José Francisco.

Segundo o assistente social, o programa oferece um espaço de diálogo e reflexão sobre a responsabilidade individual e social dos participantes. “O objetivo do Programa Reeducar é justamente provocar reflexão. Só com a transformação de mentalidades poderemos reduzir, de forma real e duradoura, os índices alarmantes de violência doméstica contra a mulher”, completou.

Amparo Paz, promotora de justiça, reforçou o compromisso do MPPI com a continuidade do projeto e destacou os resultados positivos alcançados nas edições anteriores. “Em cada etapa, tratamos de temas essenciais para o desenvolvimento e, de fato, para a reeducação dos participantes. Buscamos promover reflexões sobre suas atitudes e comportamentos, acreditando que isso pode transformá-los em pessoas melhores e em agentes multiplicadores do que aprendem aqui”, concluiu.

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