Piauí ocupa 3º lugar com empresas na Lista Suja do Trabalho Escravo
De acordo com o MPT-PI, o levantamento aponta que os novos registros responsabilizam 109 pessoas físicas e outras 23 pessoas jurídicas, em 19 estados.
O Ministério Público do Trabalho do Piauí (MPT-PI), divulgou nessa quarta-feira (05), que 19 nomes estão na lista suja de trabalho escravo. Juntas, elas acumulam 1 registros por terem sido flagradas submetendo trabalhadores à situação análoga de escravidão, contabilizando os registros das empresas que começaram a fazer parte da lista de 2023.
De acordo com o MPT-PI, o levantamento aponta que os novos registros responsabilizam 109 pessoas físicas e outras 23 pessoas jurídicas, em 19 estados. Com 13 nomes, o Piauí se torna o terceiro estado com maior número de registros, atrás dos estados de Minas Gerais (35) e Goiás (15).
Conforme o órgão, os empregados da lista suja são de 19 municípios piauienses, são eles: Patos do Piauí, Colônia do Gurgueia, Parnaíba, Piracuruca, Alvorada do Gurgueia, Currais, Santa Cruz do Piauí, Flores, Palmeira, Antônio Almeida, São João da Serra, Jatobá do Piauí, Batalha, Itaueira, Marcolândia, Cristino Castro, São José do Peixe, Castelo do Piauí e Barras. Ao todo, 172 trabalhadores foram resgatados nesses estabelecimentos em situação análoga à de escravidão.
Cerca de 12 empresas fazem parte da lista e estão localizadas nas seguintes cidades: Batalha, São João da Serra, Marcolândia, Cristino Castro, Castelo do Piauí, Flores, Itaueira, Jatobá do Piauí, Palmeira, Currais, Colônia do Gurgueia e Patos do Piauí. Já as empresas localizadas em Piracuruca, Alvorada do Gurgueia, Antônio Almeida, São João da Serra, São José do Peixe, Barras, Santa Cruz do Piauí e Parnaíba já estão na lista desde 2022.
Lista Suja
A lista suja do Trabalho Escravo é uma iniciativa do Governo Federal, por meio do Ministério do Trabalho e Emprego, em que o cadastro é atualizado duas vezes ao ano. ntegram a lista as empresas que foram alvo de decisões judiciais das quais não cabem mais recursos, em casos identificados pelas equipes de inspeção do trabalho entre os anos de 2018 e 2022. Os empregadores permanecem na lista por dois anos. Se houver reincidência, os nomes continuam por mais dois anos.
O MPT-PI informa que no ano passado o Piauí resgatou 180 trabalhadores em situação análoga à de escravidão, ficando em primeiro lugar no Nordeste e em terceiro no Brasil que mais resgatou. Somente nos primeiros três meses de 2023, o Estado já acumula 11 resgates no Estado e outros 201 resgatados em outros Estados, como Goiás, Minas Gerais e Paraná.
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