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Quatro detentos fogem da penitenciária mista de Parnaíba e mobilizam polícia

De acordo com informações do Sinpoljuspi, eles conseguiram fugir após cortarem a tela de contenção que fica na parte superior da unidade.

Na noite dessa quinta-feira (26), quatro presos fugiram da penitenciária mista Juiz Fontes Ibiapina, localizada em Parnaíba, após cortarem a tela de contenção que fica na parte superior da unidade. 

De acordo com informações repassadas ao Viagora pelo Sindicato dos Policiais Penais do Piauí (Sinpoljuspi), os detentos se encontravam no pavilhão I e teriam conseguido acessar com facilidade a tela de contenção, pois o teto da unidade é baixo.

Foto: DivulgaçãoFugitivos da penitenciária mista de Parnaíba
Fugitivos da penitenciária mista de Parnaíba

Conforme o Sinpoljuspi, o dispositivo projetado para aumentar a segurança interna e externa já estava deteriorado, devido ao tempo de instalação e à ação da maresia.

As informações apontam também que os presidiários saíram pelo teto, pularam para a área interna onde fica o fundo da unidade e lá encontraram materiais de obras, como escadas, que contribuíram para que eles saltassem o outro muro e chegassem até a rua.

Os fugitivos são homicidas, latrocidas e traficantes que ainda não foram localizados. As autoridades seguem em diligências para recapturá-los.

Estrutura do presídio pode ter contribuído para a fuga

O diretor de relações institucionais do sindicato da Polícia Penal, Kleiton Holanda, explicou que a estrutura antiga do presídio é frágil, o que pode ter contribuído para a fuga em massa.

“Lá é um mercado público que foi adaptado nos anos 90 para receber presos e, ao longo do tempo, tem passado por uma certa deterioração. Apesar de haver algumas tentativas de revitalizar, como o espaço é todo de tijolos, ele proporciona esse tipo de evento. Os policiais penais se desdobram de todas as formas para que isso seja evitado, mas isso acaba acontecendo”, explicou.

O representante da categoria não revelou a quantidade de policiais penais plantonistas por questões de segurança, mas afirmou que é considerado um número mínimo e “vergonhoso” para a segurança pública.

“A proporção dessa fuga tem vários fatores, começando que a unidade tem capacidade para 190 presos e abriga mais de 750. Isso faz com que os presos observem essa fragilidade do quantitativo, que acontece em todas as unidades prisionais, e comecem o planejamento das fugas”, complementou.

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