Professores da rede municipal de ensino fazem manifestação e cobram reajuste em Teresina
Conforme o diretor do Sindserm, Sinésio Soares, o reajuste cobrado de 20,9% é para recuperar o que deixou de ser concedido em 2022.
Na manhã desta sexta-feira (06), o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Teresina (Sindserm) realizou manifestação com uma assembleia para discutir reivindicações dos professores da rede municipal de ensino. Os educadores estão cobrando, da atual gestão, um reajuste de 20,9% na educação e a regularização da carga horária. O ato aconteceu no Teatro Arena, localizado na Praça da Bandeira, no Centro da capital.
Conforme o diretor da entidade, Sinésio Soares, esse reajuste de 20,9% é para recuperar o que deixou de ser concedido em 2022. “O prefeito Sílvio Mendes, por duas vezes, disse que o nosso trabalho não tem valor, disse explicitamente que o nosso trabalho não tem mérito. E esse recurso da gratificação do mérito, nós entendemos que ele nos deve, não como uma gratificação pelo trabalho que a gente já realiza, até porque é nossa obrigação, mas porque ele deve 20,9% dos reajustes que não foram concedidos”, ressaltou.
Ainda de acordo com o diretor, dentre os pontos que foram discutidos na reunião está uma decisão da Secretaria Municipal de Educação (Semec), relatando que os professores devem ficar vinte minutos a mais ao final de cada turno de trabalho, para compensar os vinte minutos de intervalo. Em contraponto, o Supremo Tribunal Federal (STF), informa que o horário de intervalo conta na jornada de trabalho dos servidores educacionais.
“Nós vamos requerer na Justiça o pagamento dos últimos cinco anos em que os professores ficaram 20 minutos a mais em cada turno, e estamos inclusive lançando uma campanha: “Não é só por vinte minutos, é por respeito e valorização”. Onde a gente entende que isso é mais uma falta de respeito com essa educação que foi reconhecida como a melhor do Nordeste”, destacou.
Segundo a pedagoga Diana Aquino, esse é mais um ataque que os servidores públicos municipais vêm sofrendo. “Professores e pedagogos se surpreenderam com uma decisão da secretaria dizendo que o horário do intervalo não conta como carga horária efetiva de trabalho. Sendo que temos uma decisão contrária, que é a do STF, informando que ‘no horário do intervalo, o trabalhador está a serviço do empregador’. Ou seja, está no local de trabalho”, disse.
Diana declarou ainda que não faz sentido retirar os vinte minutos e colocar como uma carga horária extensiva. “Estamos aqui para dialogar com a categoria e decidir o que vamos fazer em relação à essa questão. Os vinte minutos são retirados do recreio e colocados ao final do turno, tanto da manhã quanto da tarde, então dá aí uns quarenta minutos por dia, sem receber por isso”, pontuou.
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