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FMS discute aumento de repasse do Maranhão para atendimentos de saúde em Teresina

A proposta prevê elevação do valor mensal de R$ 450 mil para R$ 2,2 milhões

Os representantes da Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Teresina, do Ministério da Saúde, do Governo do Maranhão e de municípios maranhenses se reuniram nesta quinta-feira (5), em Brasília, para discutir a ampliação do repasse financeiro mensal destinado ao custeio dos atendimentos de pacientes do Maranhão realizados na capital piauiense. A proposta apresentada prevê o aumento do valor atualmente repassado, que é de R$ 450 mil, para R$ 2,2 milhões.

De acordo com a prefeitura, o encontro teve como foco o fortalecimento da pactuação da Rede de Urgência e Emergência entre Teresina, Timon e quatro municípios do Maranhão. Segundo a FMS, a capital do Piauí concentra uma demanda significativa de atendimentos de média e alta complexidade de pacientes maranhenses, o que torna necessário o reforço da contrapartida financeira para garantir a manutenção e a qualidade dos serviços prestados.

Foto: Divulgação/ Prefeitura de TeresinaA FMS defende o incremento da contrapartida financeira para garantir o custeio dos atendimentos
A FMS defende o incremento da contrapartida financeira para garantir o custeio dos atendimentos

Conforme a prefeitura, como encaminhamento, ficou definida a realização de uma nova reunião com o Governo do Maranhão para formalizar e assegurar o fluxo regulado dos leitos de retaguarda em Teresina destinados a pacientes oriundos do estado vizinho. A medida busca organizar melhor o atendimento e dar mais segurança à rede assistencial.

Leopoldina Cipriano, presidente da FMS, informou ainda que a equipe irá solicitar ao Ministério da Saúde a habilitação de novos leitos de retaguarda, ampliando a capacidade de atendimento da capital. Também será articulado o aumento do teto MAC (Média e Alta Complexidade) de Teresina, levando em conta o perfil regionalizado dos serviços de saúde e a demanda interestadual crescente.

“Com essas medidas, a expectativa é fortalecer a rede de urgência e emergência, garantindo maior equilíbrio financeiro e ampliando a oferta de serviços de saúde para pacientes do Piauí e do Maranhão atendidos em Teresina. É importante destacar que hoje enfrentamos um desequilíbrio financeiro, pois a capital absorve grande demanda sem a contrapartida necessária. Esse subfinanciamento limita nossa capacidade de aperfeiçoar ainda mais a qualidade do atendimento. Por isso, o incremento no repasse é essencial para assegurar melhores condições de assistência”, explicou Leopoldina Cipriano.

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