Culinária tradicional celebra a memória e a identidade de Teresina
Os sabores típicos como bolo frito, beiju e panelada atravessam gerações e seguem marcando presença em mercados, lanchonetes e casas especializadas da capital
Teresina comemora 173 anos de fundação neste 16 de agosto. Mais do que a arquitetura e os pontos históricos, a cidade guarda na gastronomia tradicional parte importante de sua memória afetiva e cultural. Entre pratos e receitas que atravessam gerações, sabores como bolo frito, beiju e panelada seguem marcando presença em mercados, lanchonetes e casas especializadas.
De acordo com o governo, no Mercado do Mafuá, o bolo frito continua sendo um dos mais procurados. O ponto administrado por Jonnys Teixeira e sua esposa mantém a tradição há mais de três décadas. Segundo ele, a procura aumenta nos fins de semana. “No sábado e domingo chego aqui 2h da manhã e já tem gente esperando para tomar café. Muitos saem das festas e vêm direto, procuram os caldos e o bolo frito”, relata.
Conforme o governo, outro espaço que se tornou referência é o Suco do Abrahão, fundado em 1957. No cardápio, estão 27 sabores de sucos, que vão do cajá e maracujá até opções menos comuns, como jaca e pequi. O legado do fundador é lembrado pelo filho, Carlean Alves Lima. “Meu pai não era apenas comerciante, ele era um conselheiro para muita gente, além de alimentar tantos por um preço acessível”, afirma.
Na Casa do Beiju, tradição e memória também caminham juntas. Com mais de 30 anos de funcionamento na zona Leste, o espaço produz de 150 a 200 unidades diariamente, em versões de coco babaçu, coco da praia e tradicional. O trabalho é artesanal desde a mandioca até a goma finalizada. “Começou com meu pai, agricultor. Surgiu da farinhada tradicional do interior. Hoje somos referência em beiju em Teresina”, diz Antônio Silva Santos.
Conforme o governo, o símbolo da culinária piauiense, a panelada tem endereço certo na Casa da Panelada, comandada pela chef Gardênia Mesquita. Com ingredientes vindos de produtores locais, ela aposta na autenticidade. “Tudo que servimos é cultural e artesanal, remetendo às vivências com nossos avós. Além da panelada, temos sarapatel, buchada de carneiro, galinha caipira no azeite de porco, tripinha frita no coco babaçu, feijão-verde e geléia artesanal de abacaxi com pimenta e limão”, destaca.
Mais que opções gastronômicas, esses espaços ajudam a contar a história de Teresina. Preservam saberes, fortalecem a identidade cultural e ainda movimentam a economia local, mostrando que tradição e sabor andam lado a lado na capital piauiense.
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