TRE-PI vai julgar pedido de liberdade da vereadora Tatiana Medeiros na segunda
A parlamentar está afastada da Câmara de Teresina desde quinta-feira (03), após ser presa preventivamente pela Polícia Federal na segunda fase da Operação Escudo Eleitoral em sua residência.
A vereadora Tatiana Medeiros (PSB) terá seu pedido de habeas corpus apreciado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PI) em sessão realizada nesta segunda-feira (14), às 14h, através de videoconferência.
A parlamentar está afastada da Câmara de Teresina desde quinta-feira (03), após ser presa preventivamente pela Polícia Federal na segunda fase da Operação Escudo Eleitoral em sua residência, na zona Leste de Teresina.
Conforme as investigações, há indícios de que a campanha da vereadora teria sido custeada com recursos ilícitos oriundos de uma facção criminosa e desvios de verbas públicas de uma instituição não governamental.
Tatiana Medeiros foi transferida para uma sala especial no Quartel do Comando Geral (QCG) da Polícia Militar do Piauí (PM-PI), onde ficará à disposição da justiça até a análise do habeas corpus. A transferência foi concedida visando respeitar a prerrogativa profissional, pois ela também é advogada.
Operação da Polícia Federal
A Operação Escudo Eleitoral teve como objetivo combater possível influência de facções criminosas nas eleições de 2024. As investigações iniciaram após a divulgação do resultado eleitoral e constataram indícios de vínculo entre Tatiana Medeiros e uma facção criminosa, que atua no estado de forma violenta.
Conforme a PF, os policiais cumpriram oito mandados judiciais, sendo dois mandados de prisão preventiva, três de busca e apreensão e três de afastamento de função pública como vereadora e de cargos em comissão ocupados por investigados da Câmara Municipal de Teresina, da Assembleia Legislativa e da Secretaria de Estado de Saúde do Piauí.
Durante a ação, também foi realizada ainda a prisão de uma pessoa que possuía mandado de prisão preventiva em aberto.
O advogado Edson Araújo, que faz a defesa da vereadora, declarou que a prisão da parlamentar foi uma “decisão completamente arbitrária” e alegou que ela não representa ameaça às investigações da Polícia Federal. A defesa afirmou ainda que há motivos para a prisão de Tatiana Medeiros.
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