Interpi trabalha na regularização fundiária de comunidades quilombolas em Gilbués
De acordo com o instituto, os técnicos irão realizar o georreferenciamento da região, processo em que é definida a área ocupada por cada território conforme os marcos legais.
O processo de regularização dos territórios quilombolas Marmelada e Compra Fiado, no município de Gilbués, já foi iniciado pelo Instituto de Terras do Piauí (Interpi) neste mês de abril. As equipes estão trabalhando na elaboração do Relatório Técnico de Identificação e Delimitação (RTID), responsável por armazenar dados históricos, antropológicos, territoriais e culturais das comunidades.
De acordo com o instituto, os técnicos irão realizar o georreferenciamento da região, processo em que é definida a área ocupada por cada território conforme os marcos legais.
O diretor-geral do Interpi, Rodrigo Cavalcante, destacou o compromisso com o reconhecimento territorial, representando uma reparação histórica.
“Essas comunidades existem há décadas, resistindo e preservando seus modos de vida. O papel do Estado é garantir que seus direitos sejam efetivados por meio da titulação dos territórios”, afirmou.
O território Marmelada é possui cerca de 59 famílias, equivalente a aproximadamente 207 pessoas, já o território Compra Fiado é habitado por 66 famílias, totalizando cerca de 231 pessoas.
Segundo o diretor de Povos e Comunidades Tradicionais do Interpi, Saullo Lopes, as comunidades carregam consigo a história de resistência de seus antepassados e a regularização fundiária é um ato de combater injustiças perpetuadas ao longo dos anos.
“Essas comunidades existem há décadas, resistindo e preservando seus modos de vida. O papel do Estado é garantir que seus direitos sejam efetivados por meio da titulação dos territórios”, ressaltou.
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Piauí
Instituto da Regularização Fundiária e do Patrimônio Imobiliário do Piauí (Interpi)
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