Mãe denuncia falta de cuidador especializado para filha autista em escola de Água Branca
A direção da escola Joaquim Calado informou que está aguardando o laudo para que seja solicitado o profissional.
Nesta terça-feira (27), a mãe de uma pré-adolescente autista, identificada como Patrícia Machado, denunciou ao Viagora que sua filha está sem um acompanhante especializado para auxiliá-la na escola. A ausência de inclusão social foi registrada na Escola Municipal Joaquim Calado, no município de Água Branca.
A denunciante relata que a situação ocorre desde o início do ano letivo de 2023. Patrícia afirma que solicitou por diversas vezes um cuidador para sua filha de 13 anos, mas a omissão do município, administrado pelo prefeito Júnior Ribeiro, permanece sem ouvir sua demanda.
“Minha filha é autista e além disso, tem problema de convulsão. Eu solicito um cuidador para ela desde o início do ano, mas até agora não chamaram. Eu estou achando que é perseguição política porque já fui na secretaria de Educação várias vezes, já fui na prefeitura e ele me disse que era para ir na secretaria”, explica.
A mãe da jovem afirmou ainda que a Secretaria Municipal de Educação já havia feito o ofício solicitando o acompanhante especializado, mas faltava a autorização do prefeito. “Eu falei com a responsável pela secretaria e ela disse que já havia feito o ofício e só faltava a autorização do prefeito”, afirma.
Abalada, Patrícia Machado ainda denunciou um caso de bullying que aconteceu na unidade escolar. Segundo a denunciante, sua filha foi trancada em um banheiro e esconderam seus óculos.
“Eu falei com a direção da escola ontem e minha sofreu bullying na escola duas estudantes trancaram ela no banheiro e ficaram pegando os óculos dela sem querer devolver, sendo que minha filha não enxerga direto sem os óculos. A coordenadora afirmou que vai chamar os pais desses alunos para ter uma reunião porque não é certo o que estão fazendo com a minha filha”, relata.
A mãe disse que está muito angustiada, pois a filha não tem seus direitos concedidos pelo Poder Público. Patrícia ainda afirma que aguarda um posicionamento da prefeitura de Água Branca.
“Eu estou aguardando um cuidador para minha filha. Hoje mesmo a coordenadora disse que já pediu diversas vezes um cuidador para ela, mas nunca colocaram. Será que vai ser preciso acionar o Ministério Público para fazer o direto da minha filha? Eu não dormi ontem por conta do que fizeram com minha filha, ela ficou em pânico porque ficou trancada. Eu espero o Poder Público cumpra o direito que é da minha filha, quero um cuidador especializado para ela”, afirma.
Outro lado
O Viagora entrou em contato com a escola que, através da diretora Keylane, informou as providências adotadas no caso do bullying e que está aguardando o laudo por parte da mãe da jovem.
"Estamos aguardando ela trazer o laudo para a escola porque para que a gente solicite o profissional especializado na Secretaria de Educação nós precisamos emitir um ofício e com esse laudo. Até conversei com ela para que ela repassasse para saber qual a deficiência da filha.Caso ela ainda não tenha condição de consultar com o médico para pegar o laudo a gente entende que tem essa dificuldade e encaminhamos para a psicopedagoga da Secretaria de Educação, ela faz uma avaliação provisória para disponibilizar. Eu acredito que ela até tenha um laudo porque está solicitando a aposentadoria. Com relação ao caso do bullying nós estamos tentando identificar os estudantes, ela disse que um professor viu, mas ainda não identificamos quem foi esse professor. Nesses casos nós trazemos todos os envolvidos, os pais, realmente entender o que aconteceu para que a gente possa atuar e dependendo da necessidade encaminhar a secretaria, conselho tutelar ou resolver com medida disciplinar da escola", explicou.
A reportagem também procurou o prefeito do município José Ribeiro Da Cruz Junior sobre o assunto, mas até o fechamento da matéria o gestor não foi localizado.
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