Homem é condenado a prisão por 'stalking' contra ex-mulher em Miguel Alves
O réu foi sentenciado a um ano e sete meses de reclusão e pagará fiança as vítimas por danos morais.
Nessa sexta-feira (4), o réu, identificado pelas iniciais A.C.S, foi condenado a um ano e sete meses de reclusão por perseguição (stalking), dano psicólogo e lesão corporal em contexto de violência doméstica contra a ex-companheira e a sogra. A sentença foi gerida pelo juiz da Vara Única da Comarca de Miguel Alves, Danilo Melo de Sousa.
Conforme a sentença, réu cumprirá o início da pena em regime semiaberto, com o direito de recorrer em liberdade, e pagará o valor de R$ 5.000 a cada uma das vítimas, a título de danos morais.
Segundo os autos do processo, a vítima e ex-companheira do réu afirma que iniciou um relacionamento com o acusado em novembro de 2021. Relata que, no início, mantinham uma relação saudável, mas que, após o anúncio da gravidez, notou a sua rápida drástica em seu comportamento com onde agressões passaram a fazer parte do cotidiano do casal.
Ainda de acordo com o processo, as agressões iniciaram com um tapa (que fez A.C.S. pedir desculpa à companheira na época), e desencadeando em ameaças, agressões físicas e psicológicas. Nesse contexto, a mãe da vítima teria pedido que o acusado saísse de suas vidas, entretanto, o réu continuava a rondar a residência da vítima, bem como jogava pedras em sua residência. Segundo ela, mesmo bloqueando o terminal telefônico do acusado, ele trocava de número e continuava tentar em contato com a vítima.
Conforme a denúncia, a vítima tentou reatar relações com o réu mais uma vez, após o mesmo pedido de perdão pelos atos cometidos anteriormente, mas, depois um eventual dia com a família dele, foi espancada e ameaçada de morte pelo réu, por motivos de “ciúmes”. O acusado chegou a parar a motocicleta em uma estrada para assassiná-la, mas ela conseguiu fugir e se abrigar na casa de um casal até a manhã seguinte, quando a levaram à casa de sua mãe.
De acordo com o processo, em julho de 2022, a vítima conseguiu sair de casa e se deslocar até o hospital, após o réu ameaçá-la e à sua mãe, onde recebeu orientação para fugir para Teresina e registrar o boletim de ocorrência. As agressões sofridas pela vítima estão atestadas por laudo pericial acostado aos autos do processo
A vítima ainda relata que o acusado já lhe encaminhou foto de arma, tipo revólver, ameaçando-a; ameaçou que colocaria nas redes sociais fotos íntimas de sua família; e que ele tinha um familiar ligado à polícia em outra cidade do Estado.
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