Sindespi diz que interdição na Evangelina Rosa foi por descaso
O Sindicato dos Servidores em Estabelecimentos em Saúde Pública do Estado fez várias vezes denúncias sobre a situação precária da maternidade Dona Evangelina Rosa.
Com uma situação estrutural dramática, a saúde pública no Estado do Piauí acumula problemas que estão recaindo sobre a população e servidores. A Intervenção Ética parcial na Maternidade Dona Evangelina Rosa foi o mais recente. A interdição foi promovida pelo Conselho Regional de Medicina, seção Piauí no último dia 20, cancelando o atendimento de baixa e média complexidades.
Foi realizada uma audiência sobre o assunto no Ministério Público do Piauí no dia 21 de novembro. O Sindicato dos Servidores em Estabelecimentos em Saúde Pública do Estado do Piauí (SINDESPI) também fez várias vezes denúncias sobre a situação precária da MDER, que prejudica usuários e servidores e ressalta que os problemas são estruturais e de gestão.
- Foto: Divulgação/Sindespi
Presidente do Sindespi
“Há tempos falamos das carências e consequências que a maternidade e os demais hospitais têm sofrido por falta de estrutura, de recursos humanos, de medicamentos, material básico. Falta de condições mínimas de trabalho. Às vezes é preciso esse choque. O Governo precisa mudar para melhor sua administração, tanto para o usuário, quanto para os servidores que trabalham em condições precárias”, afirmou Edna Martins, presidenta do SINDESPI.
A servidora e dirigente do sindical, Elizabete Duarte, ressalta que os servidores são tão vítimas, quanto os usuários da maternidade. “A gente que trabalha ali no dia-a-dia sabe as dificuldades para fazermos procedimentos mínimos devido às deficiências. Ao mesmo tempo, os servidores estão expostos, inclusive, a responder processos judiciais por terem que fazer improvisos devido à falta de estrutura. Há situações que tem que improvisar para minimizar o risco de perder uma vida”, desabafa Elizabete.
A dirigente destaca ainda o contexto difícil para os servidores da Saúde no Estado do Piauí. “É triste ver uma instituição desse porte interditada, porque os servidores estão ali para trabalhar e ter seus direitos reconhecidos. Na MDER há mais de 700 servidores com seus vencimentos ameaçados. Já é uma realidade a redução de empregos e dificuldades para o servidor público. O governador anunciou uma lista de cortes para reduzir despesas. Os que vão ser penalizados com isso são os usuários do Sistema Único de Saúde e os servidores”.
Um caminho
De acordo com a presidenta do sindicato um caminho para amenizar a questão, seria, além da construção da nova maternidade de alta complexidade, a manutenção da MDER como maternidade de bairro, de baixa e média complexidades.
“Com a construção da nova maternidade irá ampliar o número de leitos e mais profissionais, mas é preciso manter a Evangelina Rosa como maternidade de bairro, de média e baixa complexidades, num acordo entre Estado e Prefeitura. Hoje, há poucas maternidades de bairro e com um número de leito muito reduzido, além de não possuir UTI’s. Somando as quatro maternidades de bairros que temos atualmente, não passam de 160 o número de leitos. O Estado deveria, após a construção desta nova maternidade, não fechar a Evangelina Rosa, e sim torná-la uma maternidade de bairro atendendo baixa e média complexidades, além de estruturar as maternidades dos municípios e ampliar o número de leitos”, explicou Edna Martins.
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