HGV e FMS realizam mutirão de hanseníase neste sábado (27)
O projeto faz parte da campanha Janeiro Roxo visando o combate e prevenção da doença.
O Hospital Getúlio Vargas, em parceria com a Fundação Municipal de Saúde (FMS) desenvolve, neste sábado (27), o Mutirão de Combate à Hanseníase. A iniciativa integra a campanha Janeiro Roxo, cujo objetivo é reforçar ações de prevenção e combate à doença.
O mutirão ocorrerá de 8h às 12h. Para participar da ação, é necessário apresentar a carteira de identidade (RG) e o cartão do Sistema Único de Saúde (SUS), além de informar o Código de Endereçamento Postal (CEP) da rua/avenida em que mora, para o preenchimento da ficha de participação.
- Foto: Reprodução/street view
Mutirão de Hanseníase será realizado na clínica dermatológica do HGV.
Os procedimentos serrão realizados na Clínica Dermatológica do HGV fica na Rua Governador Raimundo Artur de Vasconcelos, Centro-Sul, em frente ao Instituto de Doenças Tropicais Natan Portela (IDTNP).
O coordenador da Clínica Dermatológica do HGV, Jesuíto Dantas, alerta para pessoas com manchas amarronzadas ou róseas sem sensibilidade ao calor e ao frio e que não desaparecem, comparecerem ao mutirão.
"Na avaliação, procuramos lesões sugestivas e fazemos testes de sensibilidade. Os casos diagnosticados como positivos serão encaminhados para tratamento, inclusive no próprio HGV, um dos dois centros de referência de tratamento da doença no Piauí", enfatizou o médico.
Transmissão
A hanseníase é transmitida de uma pessoa doente, sem tratamento, para outra através das vias respiratórias (secreções nasais, tosses e espirros). "A Hanseníase acomete, principalmente, a pele e os nervos das extremidades do corpo. Os primeiros sintomas são alterações na cor da pele e perda de sensibilidade. Caso o diagnóstico seja tardio, a patologia pode causar incapacidade física", pontuou o coordenador.
O médico informou que o tratamento, gratuito e extremamente eficaz, feito com uma associação de antibióticos via oral, polioquimioterapia ou PQT, que é oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O tratamento dura entre 6 e 12 meses, conforme o diagnóstico. A possibilidade de contágio desaparece logo após o início do procedimento", acrescenta o médico.
Alerta de casos
Dados da Coordenação Estadual de Controle à Hanseníase, da Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi), mostram, em 2017, um aumento dos casos da doença no Piauí. No ano passado, foram registradas 935 notificações contra 911 casos em 2016. Do total registrado em 2017, 631 pacientes (cerca de 67,5%), foram notificados já em estágio transmissível
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