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Previsão da inflação do IPCA deste ano cai para 3,91%, aponta pesquisa

A projeção da inflação se manteve em 3,8%, para o ano de 2027; já para 2028 e 2029, as estimativas são de 3,5%.

Nesta segunda-feira (23), a estimativa divulgada pelo Banco Central (BC) no boletim Focus, mostra a previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Com isso, a inflação passou de 3,95% para 3,91% em 2026.

A projeção da inflação se manteve em 3,8%, para o ano de 2027; já para 2028 e 2029, as estimativas são de 3,5%. A previsão para a inflação deste ano foi reduzida pela sétima semana seguida, seguindo dentro do intervalo da meta para a variação de preços que deve ser perseguida pelo BC.

Conforme definiu o Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo; sendo de 1,5% a 4,5%.

Já o IPCA acumulou alta de 4,44% em 2025, por conta da alta dos preços da conta de luz e da gasolina que fez a inflação oficial do mês fechar em 0,33%, conforme explica o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O Banco Central utiliza, para alcançar a meta de inflação, a taxa básica de juros (Taxa Selic). Atualmente ela está definida em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Mesmo com o recuo da inflação e do dólar o colegiado não mexeu nos juros.

Nesta edição do Boletim Focus, a estimativa foi reduzida de 12,25% ao ano para 12,13%. Já para 2027 e 2028, é prevista a redução para 10,5% ao ano e em seguida 10%. Para o ano de 2029, a taxa deve chegar a 9,5% ao ano.

Ao aumentar a Selic, o Copom busca conter a demanda aquecida, causando reflexos nos preços, já que os juros mais altos encarecem o crédito, estimulando a poupança. Taxas mais altas podem dificultar a expansão da economia.

Já quando a Taxa Selic é reduzida, o crédito tende a fica mais barato e incentivar à produção e ao consumo, diminuindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

A estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano passou de 1,8% para 1,82%. A projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2027, ficou em 1,8%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima expansão em 2%.

Está agendada para 3 de março a divulgação do PIB consolidado de 2025; em 2024, o PIB fechou com alta de 3,4%. Enquanto a cotação do dólar está em R$ 5,45 para o fim deste ano; e 2027, que fique em R$ 5,50.

Com informações de Agência Brasil

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