Defesa de Arimatéia Azevedo rebate acusação de extorsão contra empresário
A assessoria jurídica do jornalista Arimateia Azevedo, preso na manhã desta quinta-feira (07) pela Polícia Civil por determinação judicial, emitiu uma nota na tarde desta quinta-feira (07).
O jornalista e o advogado Rony Samuel são investigados em um inquérito que apura uma suposta tentativa de extorsão contra um empresário do ramo de medicamentos no Piauí.
Segundo a assessoria jurídica do jornalista, o processo não aponta ligação de Arimatéia Azevedo ao suposto crime de extorsão.
"Pelo que se depreende, do material levado ao juízo da Central de Inquéritos, Arimatéia teria publicado uma notícia no mês de maio, que seria objeto de suposta extorsão contra um empresário do ramo de medicamentos. Entretanto, não existem contatos, nenhuma ligação, ou mesmo qualquer recomendação ou palavra que permita unir Arimatéia ao advogado que também foi preso. Não existe uma única passagem que faça aparecer Arimatéia como autor da tentativa do benefício indevido", diz um trecho da nota.
- Foto: Divulgação
Jornalista Arimateia Azevedo
A nota ressalta ainda que: "resta ao advogado apontado no processo esclarecer se, em algum momento, ao repassar a notícia a Arimatéia, se assim aconteceu, afirmar ou negar se essa matéria teria sido encaminhada ao colunista do Portal AZ com o propósito de obter alguma vantagem, o que, se assim tiver acontecido, em nenhum momento terá sido a pedido, interesse ou motivação partida do jornalista Arimatéia Azevedo".
Confira abaixo a nota da assessoria jurídica do jornalista na íntegra:
O jornalista Arimatéia Azevedo foi surpreendido pela decretação de sua prisão preventiva na manhã de hoje (07), por fatos que desconhece, e principalmente sem nenhuma relação entre a suposta causa e o seu efeito.
Pelo que se depreende, do material levado ao juízo da Central de Inquéritos, Arimatéia teria publicado uma notícia no mês de maio, que seria objeto de suposta extorsão contra um empresário do ramo de medicamentos.
Entretanto, não existem contatos, nenhuma ligação, ou mesmo qualquer recomendação ou palavra que permita unir Arimatéia ao advogado que também foi preso. Não existe uma única passagem que faça aparecer Arimatéia como autor da tentativa do benefício indevido.
Resta ao advogado apontado no processo esclarecer se, em algum momento, ao repassar a notícia a Arimatéia, se assim aconteceu, afirmar ou negar se essa matéria teria sido encaminhada ao colunista do Portal AZ com o propósito de obter alguma vantagem, o que, se assim tiver acontecido, em nenhum momento terá sido a pedido, interesse ou motivação partida do jornalista Arimatéia Azevedo.
A própria investigação nada avança além desse ponto. O que comprova que a denúncia ou a matéria em si não pode ser o móvel do crime, porque, se assim o for, mais parece uma censura prévia à imprensa que denuncia ou questiona, o que passa bem longe de tentativas de práticas de ações não republicanas.
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